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INTERVENÇÃO DA DELEGAÇÃO DA SANTA SÉ NO 50° ANIVERSÁRIO DA ORGANIZAÇÃO
MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
DISCURSO DE D. JAVIER LOZANO
BARRAGÁN
Genebra, 13 de Maio de 1998
Senhor Director da OMS Senhor Presidente Senhoras e Senhores
Em nome da
Delegação da Santa Sé, que tenho a honra de presidir, desejo felicitar amplamente a Organização Mundial da Saúde, em
especial o seu corpo directivo, por estes cinquenta anos de denodado e eficaz
trabalho que levou a cabo no campo da saúde no mundo. A Igreja católica quis
colaborar com a OMS, através das suas 22.000 instituições sanitárias, nos
trabalhos em prol da saúde no mundo actual; ontem fazia-o para suprir as
carências existentes no campo da saúde, hoje, continua a fazê-lo onde for
requerido. De facto, nalguns países 70% das prestações sanitárias ainda são
oferecidas por centros de saúde da Igreja católica, e continua a realizar em
geral para comunicar uma visão especial do homem, da saúde e da vida como se
propõe na Revelação evangélica.
Apoiamos a OMS na sua finalidade da Saúde para
todos no século XXI, embora sejamos conscientes das grandes dificuldades que atravessa para a levar avante, em especial devido à
mundialização da economia que deixa sentir o seu peso no campo da medicina e da
saúde. Desejamos vencer o aspecto negativo que a globalização traz e aproveitar
todos os seus aspectos positivos, com a condição de que se racionalizem mais os
recursos médicos, se continuem a fomentar o desenvolvimento de ciências e
técnicas da saúde, em especial em favor dos mais pobres e desprotegidos,
propiciando uma divulgação maior das possibilidades de cura para o maior número
de nações e de povos; desejamos que da globalização passemos à verdadeira
unidade de todo o mundo e possamos pensar num autêntico bem comum internacional da saúde,
sem discriminação alguma. Para isto, precisamos de enfrentar o problema dos
custos excessivos dos cuidados médicos e dos serviços sanitários, necessitamos
uma mais justa distribuição dos recursos mundiais naturais e da riqueza entre
países ricos e pobres, um mais equitativo acesso aos cuidados primários da
saúde, aos medicamentos e, acima de tudo, necessitamos a difusão em toda a
comunidade internacional de um profundo sentido de solidariedade entre os povos.
Fazemos votos por uma nova aurora no século XXI, na qual todos superemos os
obstáculos para tornar feliz realidade a saúde para todos. Que esta seja a nossa
mais cordial felicitação para a Organização Mundial da Saúde.
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