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Pe. BASÍLIO ANTÓNIO MARIA MOREAU
(1799-1873)
(Foto)
Padre Basílio António Maria Moreau, nasceu em Laigné-en-Bélin
(França) a 11 de Fevereiro de 1799. Iniciou o estudo do latim com o próprio
pároco, continuando os estudos no Colégio de Chateau-Gontier e terminando-os
no seminário maior de Le Mans, onde foi ordenado Sacerdote a 12 de Agosto de
1821. Frequentou os estudos superiores em Paris e, em seguida, na "Solitude
D'Issy". Regressou a Le Mans, onde ensinou filosofia, teologia dogmática e
Sagrada Escritura.
Em 1833 tornou-se co-Fundador do Bon-Pasteur em Le Mans, uma
instituição para a reeducação dos malfeitores, da qual foi o superior
eclesiástico. Em seguida, foi encarregado pelo Bispo de cuidar espiritualmente
dos Irmãos de São José, fundados por Jacques-François Dujarié.
Contemporaneamente, fundou os Padres Auxiliares, com a finalidade de ajudar os
párocos. A 1 de Março de 1837, uniu os Padres Auxiliares com os Irmãos de São
José numa única Congregação, que chamou Santa Cruz. Este instituto teve o
decreto de louvor a 18 de Junho de 1855 e a aprovação das Constituições por
parte da Santa Sé em 13 de Maio de 1857. O próprio Beato emitiu os votos
religiosos em 15 de Agosto de 1850. Completou a sua obra de fundador em 1841,
fundando as Marianitas da Santa Cruz. Deste modo, realizou a sua ideia de uma
única comunidade religiosa em três ramos, como a Sagrada Família de Nazaré.
A finalidade da nova Congregação era a educação, a pregação, especialmente
nas localidades rurais e nas missões estrangeiras, o ministério paroquial, a
difusão da boa imprensa e a direcção de casas para auxiliar jovens
delinquentes ou abandonados. Excelente pregador, homem de acção e oração,
contribuiu para a introdução e progresso da Igreja Católica nos Estados
Unidos, para a fundação das primeiras escolas cristãs na Argélia, iniciativa a
que deu continuidade por desejo expresso de Pio IX. Por este e outros motivos
mereceu, exactamente do Papa Pio IX, o título de "Missionário Apostólico".
Padre Moreau procurou sempre imprimir aos membros da família por ele
fundada o espírito de união. Amava dizer: "a união faz a força e a desunião
leva à ruína". Ainda mais do que o espírito de união e de colaboração
recíproca, ele quis inculcar nos padres, nos irmãos e nas religiosas da Santa
Cruz, uma confiança firme na Divina Providência. Considerando-se um simples
instrumento nas mãos da Divina Providência, escreveu: "a obra da Santa Cruz
não é do homem mas é obra do próprio Deus... eis porque vos imploro que vos
renoveis no espírito da vossa vocação, que é um espírito de pobreza, de
castidade e de obediência... com isto podemos contar com a providência.
Pois ela se encarrega de prover a todas as necessidades daqueles que se
abandonam à sua vontade, cumprindo os seus deveres. A obra da Santa Cruz é
obra de Deus e, a partir do momento que Ele não permitiu a sua ruína, não
obstante os golpes terríveis dos inimigos, Ele quer que ela subsista e se
desenvolva cada vez mais". Faleceu no dia 20de Janeiro de 1873, em Le Mans.
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