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RAFAEL GUÍZAR Y VALENCIA
(1878-1938)
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Bispo de Veracruz (México), nasceu em Cotija no dia 26 de Abril de 1878.
Entrou no Seminário da Diocese de Zamora em 1894 e ali permaneceu até 1901,
quando foi ordenado Sacerdote aos 23 anos de idade. Celebrou a sua primeira
missa na Festividade de Corpus Christi daquele mesmo ano. Começou a
acompanhar o Bispo de Zamora, D. José Maria Cázares, nas visitas pastorais e
com ele aprendeu a transformar cada visita pastoral em "missão".
Foi director espiritual do Seminário de Zamora e cónego da Catedral. Fundou
uma Congregação sob o patrocínio de Nossa Senhora da Esperança.
Para D. Rafael Guízar "conquistar almas para Deus" era o grande desafio da
sua vida. Realizou-o mediante missões populares pregadas tanto no território
mexicano como em Cuba, na Guatemala, na Colômbia e no sul dos Estados Unidos.
No período da revolução de 1910 no México pôde praticar a caridade e
difundir a graça de Deus aos doentes e moribundos nos campos de batalha.
Durante o exílio em Cuba, foi nomeado Bispo de Veracruz. Recebeu a
Ordenação episcopal na cidade de Havana, a 30 de Novembro de 1919.
No dia 1 de Janeiro de 1920 partiu para Veracruz num navio chamado "A
Esperança", e dirigiu-se para Jalapa, sede do seu episcopado, para tomar posse
a 9 de Janeiro. Ao chegar à sua Diocese teve que enfrentar os terríveis danos
provocados por um terremoto que tinha devastado a área de Jalapa. D. Guízar
organizou-se a fim de levar ajuda a quantos tinham necessidade e visitou as
regiões mais atingidas. Levou a Palavra do Senhor e víveres para assistir as
vítimas do sismo.
Como Bispo de Veracruz sofreu as consequências da perseguição religiosa no
México, suportando calúnias, maus-tratos, exílio e fome. Superou todas as
dificuldades graças à sua grande confiança em Deus e ao seu amor filial a
Maria Santíssima.
A caridade pastoral, a pobreza, a humildade, a obediência e o espírito de
sacrifício foram algumas das virtudes que mais o caracterizaram.
Atingido por diversas enfermidades, foi chamado pelo Senhor no dia 6 de
Junho de 1938, enquanto estava na Cidade do México. Foi sepultado em Jalapa na
presença de muitíssimos fiéis, que lhe demonstraram dessa forma o amor e a
gratidão pelo bem que tinha prodigalizado durante a sua vida. O Servo de Deus
João Paulo II, de venerada memória, beatificou-o a 29 de Janeiro de 1995.
A Conferência Episcopal Mexicana nomeou-o o seu Padroeiro principal.
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