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CENTENÁRIO DA COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA
DO SAMEIRO RESCRITO
DO SANTO PADRE PARA A CONCESSÃO DA ROSA DE OURO
João Paulo II, PAPA Para futura memória
Conhecemos bem o Santuário do Sameiro que, em Portugal, ocupa, entre os
templos sagrados, um assinalado lugar. Na verdade, após a definição do dogma da
Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria pelo Bem-aventurado Pio IX,
dentro dos limites da Sede Bracarense levantou-se, com a piedade e devotamento
dos fiéis, este admirável centro mariano, notabilizado por obras singulares que
dignamente testemunhariam o privilégio da imunidade da mácula original na Mãe de
Deus. Depois disto, Nossos Predecessores outorgaram ao mesmo numerosos
benefícios espirituais, no intuito de os fiéis, com frequência ali subindo para
venerarem a Mãe celeste, serem amplamente recompensados com os auxílios do Alto.
Muitas vezes nos salta à memória a Nossa ida ali. Com efeito, lá estivemos
jubilosamente há anos e aí exortámos os fiéis à piedade para com a Mãe do
Redentor, a fim de que, conservadas as normas e costumes da família cristã,
alcançassem, nos planos espiritual e humano, abundantes frutos.
Por estas razões, e ao aproximar-se ali o centésimo aniversário da coroação
da estátua da Bem-aventurada Virgem Maria, para que esta imagem sagrada e em
simultâneo o templo sejam convenientemente exaltados com tudo o que nesse lugar
haja de ornamento e de culto, Nós, com grande afeição de espírito, atribuímos e
doamos, por força destas Letras, a Rosa de Ouro, a qual aí, de futuro, se
conservará como sinal da Nossa especial benevolência e como documento insigne
que desejamos expanda a excelência deste Santuário.
Aquilo que na cerimónia solene da bênção da Rosa suplicámos a Deus, Pai das
misericórdias, isso mesmo de novo Lhe pedimos que a todos os homens de boa
vontade dadivosamente conceda, cumulando-os dos dons supremos.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pescador, em 1 de
Novembro, solenidade de Todos os Santos, ano vigésimo sétimo do Nosso
Pontificado.
IOANNES PAULUS PP. II
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