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PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 7 de Setembro de 1983

 

Amados peregrinos - irmãos e irmãs - de língua portuguesa

Sede bem-vindos! É com alegria que hoje vejo uma numerosa e grata presença de fiéis portugueses nesta assembleia, salientando-se, pelo seu entusiasmo, cerca de mil jovens do Patriarcado de Lisboa, com o seu Pastor, o Senhor Cardeal-Patriarca Dom António Ribeiro; e há muitos outros das Dioceses de Portugal, nomeadamente de Viseu e do Funchal; há também numerosos fiéis e grupos, como o do Vicariato paroquial de São Pedro e São João do Estoril, e de outras terras, de Portugal e do Brasil. A todos saúdo cordialmente e para todos dou como lembrança a mensagem que acabamos de ouvir proclamar: Jesus Cristo, crucificado, foi ressuscitado por Deus dentre os mortos. Realizou-se o mistério da Redenção, que aqui estamos a celebrar.

A compreensão desta realidade supera a capacidade humana; mas os testemunhos, conservados na Palavra de Deus que não passa, fundamentam a nossa fé. A morte e a vida enfrentaram-se; e a passagem de Jesus Cristo pela morte, aparente derrota, redundou em vitória final da Vida. Cumprem-se os desígnios misteriosos de Deus: em nenhum outro existe a Salvação; e Cristo sacrificou-se por nós e por causa dos nossos pecados. A sua morte, porém, não foi o fim. Ele ressuscitou. E foi o princípio da vitória de Deus, do seu Amor misericordioso, sobre a morte e sobre o mal. Esta vitória que perdura, a Redenção, destina-se a aproveitar a toda a humanidade, a cada um de nós pessoalmente: para a nossa reconciliação e justificação, a viver existencialmente, em resposta ao Amor divino. Para isso imploro para todos as graças do Jubileu, com a minha Bênção Apostólica.

 

© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana

 

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