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PAPA JOÃO PAULO II
AUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 17 de Agosto de 1983
Caríssimos irmãos e irmãs de língua portuguesa
A todos - pessoas e grupos - saúdo cordialmente: bem-vindos a
esta celebração do Ano Santo! Que Cristo Redentor, que é a Verdade, vos faça
conhecer e permanecer firmes na verdade, para “discernirdes qual é a vontade de
Deus, o que é bom, aceito a Deus e perfeito”!
Com base na palavra do Apóstolo São Paulo, meditamos hoje sobre
“o núcleo mais secreto do homem, o santuário onde ele se encontra a sós com
Deus, cuja voz ressoa no seu íntimo”. Falo da consciência moral. Dá-se em nós
todos uma actividade que leva a avaliar, como que por um “senso moral”, o que é
bom e o que é mau, nas nossas escolhas, acções e reacções concretas. A razão
disto é “a lei divina, eterna, objectiva e universal”, inscrita em nós, que a
percebemos e conhecemos, por meio da consciência, e devemos seguir fielmente.
Assim, a consciência não é juíz totalmente autónomo. Em última
análise, ela deve submeter-se à verdade imutável, ao nosso alcance. Mais, deve
formar-se e rectificar-se constantemente, a fim de permanecer espaço sagrado,
iluminado pela verdade, onde Deus fala ao homem que o quer e sabe ouvir. Que
seja assim em cada um de vós com a minha Bênção Apostólica.
© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana
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