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PAPA JOÃO PAULO II
AUDIÊNCIA GERAL
Quarta-feira, 10 de Agosto de 1983
Caríssimos irmãos e irmãs de língua portuguesa
Cordialmente dou as boas-vindas e desejo felicidades a todos
-pessoas e grupos - que participais nesta celebração do Jubileu.
Pela Redenção, somos chamados a ser livres - ouvíamos na Palavra
de Deus - a não ficar vinculados, de modo servil, ao formalismo de imposições
externas; somos chamados à liberdade que tem o seu critério na subordinação às
exigências da caridade, e o seu modelo em Cristo-Redentor, plenamente livre na
subordinação e obediência do Amor salvífico do Pai.
A liberdade a que somos chamados, como cristãos, participando da
liberdade de Cristo, não se exprime, em relação a Deus e aos outros, na
auto-afirmação, mas no dom de si mesmo; e será liberdade autêntica quando
subordinada às exigências daquele amor que procura o bem do ser amado, com a
própria verdade.
Neste sentido não há oposição entre a liberdade e a lei moral.
Com efeito, sendo “a caridade a plenitude da lei”, quem ama tem já traçado pela
lei moral o próprio caminho: caminho de verdade, de justiça e de rectidão,
diante de Deus e dos irmãos amados.
Que “sejais livres” cristãmente, com a minha Bênção Apostólica!
© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana
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