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PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 13 de Julho de 1983

 

Caríssimos irmãos e irmãs de língua portuguesa

Ao saudar-vos cordialmente, os que participais nesta celebração do Jubileu e quantos me ouvis, a todos desejo as graças da Redenção: que vos reconcilieis cada vez mais com Deus e com o próximo!

Na Redenção, como “nova criação”, foi restituída ao homem a possibilidade da harmonia interior da própria liberdade com a verdade: de ser e de agir novamente segundo os ditames éticos de criatura “à imagem e semelhança de Deus”, segundo o “ethos” da Redenção.

O modo de comportar-se livremente diante da verdade que se impõe à sua inteligência, depois da queda original, é um problema sempre aberto para cada homem. São Paulo dizia: “Não faço aquilo que quero; e, pelo contrário, faço aquilo que detesto”. Somente a golpes de energia e auxiliado pela graça divina, ele supera a dificuldade e pode ser fiel à verdade que liberta; em última análise, fiel a Deus, a “única Verdade, graças à qual todas as coisas são verdadeiras”.

Nós podemos conhecer, acolher e proceder em conformidade com tal Verdade, porque “criados de novo” na Redenção, realizando as boas obras queridas por Deus, como caminho de plenitude humana, de felicidade e de salvação, que a todos desejo com a Bênção Apostólica.

 

© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana

 

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