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PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 25 de Agosto de 1982

 

Caríssimos peregrinos e ouvintes de língua portuguesa: com a minha saudação cordial, os meus votos das melhores felicidades em Cristo!

Continuamos a reflectir sobre o amor humano dos esposos, à luz dos ensinamentos do capítulo quinto da Epístola aos Efésios. Supondo a analogia principal, hoje detemo-nos noutra comparação suplementar, usada com o mesmo fim: realçar o amor de Cristo para com a Igreja e fazer ver as características e imperativos do amor conjugal.

Trata-se da analogia da relação existente entre a Cabeça, que se personifica em Cristo, e o seu Corpo, que é a Igreja; e diz-se que também no matrimónio o homem é cabeça da mulher; e a mulher, por seu turno, é corpo do homem. A necessária união mútua da cabeça com o corpo, a sustentar a harmonia da pessoa humana na sua integridade, é o termo de comparação para a relação de amor daqueles que se unem para “formar uma só carne”.

Nesta analogia não fica obscurecida a individualidade das pessoas, com a própria subjectividade; como no caso de Cristo, Cabeça da sua Igreja, Ele continua distinto, após ter-se unido a ela, com amor redentor e esponsal, para a “tornar santa”. Tal a purificação” ou santificação da Igreja começa no Baptismo, início de uma nova vida com Deus em amor, pelo qual cada pessoa, por Cristo, se torna participante, no tempo e numa perspectiva escatológica, do eterno amor de Deus para com o homem, integrada na única Igreja santa. 

 

© Copyright 1982 - Libreria Editrice Vaticana

 

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