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PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 11 de Agosto de 1982

 

Queridos peregrinos e ouvintes de língua portuguesa

A minha saudação cordial, com votos de felicidades em Cristo Senhor.

Continuamos a reflectir sobre o sentido da norma dada para os cônjuges cristãos, na Epístola aos Efésios: “sede submissos uns aos outros, no temor de Cristo”.

Este “temor”, que deve inspirar as relações mútuas marido-esposa, não quer dizer medo; mas sim, reverência ou “piedade”, dimanante da consciência profunda do mistério de Cristo; e, sendo uma instrução moral, deve tomar-se no conjunto da exposição, para se entender o que significa “ser submisso”: ambos os cônjuges, em pé de igualdade, olhos fixos no modelo, que é a relação de amor Cristo-Igreja, devem viver com amor a doação pessoal recíproca, “no temor de Cristo”.

Reflectindo usos e costumes e usando uma linguagem diversos da mentalidade de hoje, a mensagem do texto, o fundo doutrinal continua actual, na luz daquele desígnio eterno de Deus sobre o homem - já considerado - mistério revelado na humanidade de Jesus Cristo, que abrange também o matrimónio:

Marido e esposa devem viver e cultivar uma relação mútua de amor “à imagem”, análoga à relação de amor entre Cristo e a sua Igreja.

 

© Copyright 1982 - Libreria Editrice Vaticana

 

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